Rota dos Golfinhos


  1. Percurso
  2. Descrição
  3. Mapa
  4. Fauna
  5. Flora
  6. Fotografias
  7. Comentários

Percurso

Rota dos Golfinhos

Rotas do Litoral Alentejano

Perfil: Plano, em areia.

Época aconselhada: De outubro a abril.

De Troia até à Praia da Comporta, ao longo da duna, em areia, extenso, mas sempre entre o mar e o estuário, com vistas da Serra da Arrábida até à Herdade do Pinheiro.

Ext.: 17.6 km 05:00h Dificuldade: Gráfico da altitude:

457 pessoas gostam deste percurso.

Descrição


De Troia à Praia da Comporta (17,6 km)

O percurso inicia-se no porto de embarque de Troia, junto à marina, onde atracam os catamarans que estabelecem a ligação, hora a hora, com Setúbal. Para aqui, o tráfego fluvial por sobre o Sado faz apenas o transporte de pessoas, não transportando veículos automóveis. Mas uma bicicleta é sempre bem-vinda a bordo…

Verifique se está bem equipado. O percurso é longo e exigente: muita areia e sol… E uma certa monotonia na paisagem que vai percorrer.

Siga, a pé ou de bicicleta, pela ciclovia que do porto atravessa Troia e se dirige para sul, pela península de Troia, ao longo da estrada asfaltada que liga à Comporta. Irá passar pelo Troia Golf, situado entre a estrada e o mar, e ainda pela urbanização da Soltroia, onde a ciclovia termina.

Continue sempre pela estrada asfaltada, para sul, e em 38.27.13N 08.51.10W saia da estrada e tome uma vereda à direita, para sudoeste, por entre a vegetação esparsa que se desenvolve no terreno arenoso. Os restantes 11 quilómetros deste percurso serão em areia! Mas a estrada asfaltada estará sempre próxima, e a praia também: um banho, umas horas de descanso com as ondas em fundo serão do melhor.

Ao chegar à duna litoral, siga para sul, ao longo dela, pelo interior. Procure voltar à estrada na área da Malha da Costa, em 38.25.18N 08.49.17W, antes do poste elétrico de alta tensão n.º 36, de onde poderá desfrutar de um esplêndido ponto de vista sobre o estuário do Sado. À esquerda, na margem norte do estuário, as torres da fábrica de papel da Portucel, um pouco mais à direita as instalações da Setenave, em frente, do lado de lá do Esteiro Novo, o arrozal da Carrasqueira e por detrás, do lado de lá do estuário, a Herdade do Pinheiro. Mais à direita, ainda por detrás do arrozal, pode-se entrever a Carrasqueira.

Saia novamente da estrada, para sudoeste, junto ao poste 34, por um caminho que retorna ao matagal disperso que cobre esta península de Troia. O percurso proposto, arenoso, segue entre a duna litoral e a duna secundária, sempre para sul, por entre uma paisagem monótona de pinheiros pouco desenvolvidos e acácias. Poderá a qualquer momento optar por alcançar a praia e continuar para sul.

Um radar sobre uma torre metálica assinala a proximidade do final do percurso. Acabará por chegar ao parque de estacionamento da Praia da Comporta. Restabeleça-se. E goze deste paraíso à sua disposição.

Fotografias:

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Mapa



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Fauna


 

Neste percurso é de destacar o animal que lhe dá o nome – o Golfinho-roaz do Sado.

 

Esta população de roazes (Tursiops truncatus) é a única do país e uma das três conhecidas na Europa que vive num estuário. Estudada e monitorizada, esta população possui à volta de 30 indivíduos.

 

Os roazes do Sado, alimentam-se, descandam e socializam no interior do estuário do Sado e na zona marinha adjacente. Alimentam-se preferencialmente ao longo do canal Sul. Esta área é menos intervencionada que o canal Norte e possui características naturais únicas, que atraem os roazes: o grande hidrodinamismo promove a oxigenação das águas e a diluição de poluentes, atraindo muitas espécies-presa dos roazes. Por outro lado, também a própria topografia do canal proporciona uma grande variedade de habitats, permitindo aos roazes encontrar uma grande diversidade de alimento.

 

 

 

Na zona marinha adjacente, é nos bancos de areia do Cambalhão, localizados na boca do estuário, que os roazes preferem alimentar-se.

 

É nestas saídas do estuário em que eles se deslocam ao longo da costa para se alimentar que é possível observá-los neste percurso.

  

 

 

 

Sempre presentes estão também as gaivotas-de-patas-amarelas e d’asa-escura (Larus michahellis e Larus fuscus) que se podem observar em bandos pousadas no areal a descansar ou a sobrevoar a nossa cabeça. A gaivota-d’asa-escura tem uma plumagem cinzenta-escura no dorso e branca na barriga e cabeça enquanto que a gaivota-de-patas-amarelas é nitidamente mais clara no dorso. São também comuns os guinchos (Larus ridibundus), notoriamente mais pequeno que as outras espécies de gaivotas, com as patas e bico vermelhos e a plumagem da cabeça branca, sendo especialmente abundante nos meses frios; os bandos de pilritos-das-praias (Calidris alba) a correr junto à zona de rebentação; o borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula) com a sua coleira preta, o seu ar rechonchudo e o seu bico alaranjado; e o borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus).

 

 

 

Na zona de dunas podem atravessar-se no nosso caminho algumas espécies de lagartixas como é o caso da lagartixa-de-Carbonell (Podarcis carbonelli), endémica da Península Ibérica e considerada vulnerável no nosso país pelo livro vermelho de vertebrados. 

Este é também território de algumas cobras como a cobra-de-ferradura (Coluber hippocrepis) e a cobra-lisa-meridional (Coronella girondica), entre outros répteis.

 

 

 

Ao olharmos com atenção para a areia na zona dunar podem ver-se pegadas de raposa (Vulpes vulpes), texugo(Meles meles) e de coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), que além das suas pegadas encontram-se também os seus excrementos, pequeninas bolinhas castanhas espalhadas aqui e além, especialmente perto de zonas escavadas e das suas malhadas.

 

Sendo no mar, no ar ou em terra durante todo o percurso a presença da fauna faz-se notar, envolvendo-nos neste cenário maravilhoso da costa alentejana.

 

Baseado em:

 

  • http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/gestao-biodiv/roazes-do-sado/populacao-sado
  • http://www.wilder.pt/seja-um-naturalista/como-identificar-as-aves-que-ve-na-praia/

 

Flora


Neste percurso estamos sempre rodeados por vegetação dunar. Seja na duna primária se for junto à linha de água, ou nas dunas terciárias se for pela zona dunar.


Este tipo de vegetaçã traduz as differentes fases de fixação das dunas pelo vento. Mais junto à água, cujas areias sofrem a influência direta das marés é muito raro encontrar vegetação. Mais acima, na zona pré-dunar existem já algumas espécies que vão tendo a capacidade de se fixar como o estorno (Ammophilla arenaria), o feno-das-areias (Elymus farctus), a granza-das-praias (Crucianella maritima) e os cordeirinhos-das-praias (Otanthus maritimus).


Seguindo na sucessão dunar, podemos encontrar outro tipo de vegetação, havendo uma maior fixação das areias e com uma maior formação de cristas dunares. Aqui encontramos as espécies já existentes na pré-duna, como também o tomilho carnudo (Thymus carnosus) endémico do nosso país, a camarinha (Corema album), o cravo-das-areias (Armeria pungens), o goivo-da-praia (Malcolmia littorea), a morganheira-das-praias (Euphorbia paralias), o lírio-das-areias (Pancratium maritimum), o cardo-marítimo (Eryngium maritimum) entre outras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Posteriormente começamos a entrar nas dunas terciárias com uma vegetação mais abundante e com uma transição para matos. A nível arbóreo podemos encontrar pinheiros manso e bravos (Pinus pinaster e Pinus pinea) e na vegetação mais rasteira todas as espécies já descritas e com o aparecimento de mais algumas: a santolina (Santolina impressa), os alfinetes-das-areias (Silene littorea), o tojo (Stauracanthus genistoides), a Linaria bipunctata, a buglosa calcária (Anchusa calcarea), o rosmaninho (Lavandula luisieri subsp. lusitanica), a sargaça (Halimium halimifolium), o saganho-mouro (Cistus salvifolius), a erva-pinheira (Sedum sediforme) e o zimbro (Juniperus communis). 

 

Todo este sistema dunar faz parte da Reserva Botânica das Dunas de Tróia, que foi criado dentro dos limites da área da Reserva Natural do Estuario do Sado, aetndendo ao estado de conservação da vegetação natural das formações dunares.

 

 

Baseado:

http://litoral-alentejano.com/pt/patrimonio-natural/reserva-do-estuario-do-sado/a-flora-no-sado/
http://www.icnf.pt/portal/ap/r-nat/rnes/flora

 

Fotografias


Início do Percurso

Ciclovia de Troia

Fim do Percurso

Herdade da Comporta

Pinheirito

Bico das Lulas

Malha da Costa

Por detrás da duna primária

Marina de Tróia

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