A Caminho da Utopia - Zeca Afonso e Grândola


  1. Percurso
  2. Descrição
  3. Mapa
  4. Fotografias
  5. Comentários

Percurso

A Caminho da Utopia - Zeca Afonso e Grândola

Rotas do Litoral Alentejano

Perfil: Plano

Época aconselhada: Todo o ano

Passeio pelos monumentos dedicados a Zeca Afonso em Grândola

Ext.: 2.08 km 45:00h Dificuldade: Gráfico da altitude:

223 pessoas gostam deste percurso.

Descrição


Nas comemorações do seu 52º aniversário, a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense promove um espetáculo de fino gosto musical. A 17 de Maio de 1964, o guitarrista Carlos Paredes acompanhado à viola por Fernando Alvim (e não por Júlio Abreu como anunciado no cartaz) sobem ao palco. Na segunda parte, o inovador “Dr. Zeca Afonso” canta “Baladas e Canções de Coimbra” acompanhado por Rui Pato.

 

José Afonso, segundo o próprio, ficou «brutalmente satisfeito» com o convite da «Música Velha» (outro nome da SMFOG). Descreveu assim aquela Colectividade: «Local obscuro, quase sem estruturas nenhumas, com uma bibilioteca de evidentes objectivos revolucionários, uma disciplina generalizada e aceite entre todos os membros, o que revelava uma grande consciência e maturidade políticas»

 

Era impossível sabê-lo então, mas aquele concerto em Grândola foi uma data marcante para José Afonso. Foi ali que conheceu Carlos Paredes e se impressionou com o seu talento. E foi o contacto com a colectividade e o convívio com os grandolenses que o inspiraram a escrever um poema de homenagem à cidade.

 

Quatro dias depois do espectáculo, José da Conceição, um dos organizadores da sessão de Grândola, recebeu de José Afonso uma missiva com um poema dedicado à SMFOG, lido publicamente na sala desta Colectividade, em 31 de Maio de 1964:

 

A letra

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

 

Como descrito no livro José Afonso – O Rosto da Utopia, de José A. Salvador, José Mário Branco sugeriu que fosse cantada à moda dos coros masculinos alentejanos, com cada quadra repetida por ordem inversa dos versos. Como acompanhamento, o som de pés arrastando-se pelo chão, aquele que os membros dos coros produziam no balanço que lhes marca o cantar.

O poema tornava-se canção e, três anos depois, a canção tornava-se senha. Os passos gravados num castelo francês já eram outra coisa. A marcha dos militares no dia 25 de Abril.

 

 

 

Video sobre Zeca Afonso e a SMFOG

 

 

 

 

Baseado em:

 

https://www.publico.pt/politica/noticia/grandola-a-caminhada-de-um-poema-1585167

 

Mapa



descarregar ficheiro kml

Fauna


Flora


Fotografias


Início do Percurso

Fim do Percurso

Monumento dos 25 anos do 25 de Abril

Escultura "Zeca Afonso"

Escultura moderna da autoria de António Trindade, inaugurada a 23 de abril de 1999

Mural

Mural pintado por Smile 1 Art, com 31 metros de comprimento e dois de altura. 25 Abril 2016

Monumento 25 de Abril

Da autoria de Bartolomeu Cid dos Santos, erguido nos 25 anos da Revolução, é uma parde curva, revestida a azulejos com a pauta e letra da canção “Grândola Vila Morena”, as assinaturas dos Capitães de Abril e no topo, um cravo, símbolo da Revolução.

Simboliza a resistência de Zeca Afonso, diante a tortura, injustiça e a falta de liberdade, representando uma coluna quebrada a ilustrar a máxima “antes partir do que vergar”.

Comentários


Adicionar comentário: (o seu comentário será publicado após aprovação.)

Nome:
Comentário:


A Caminho da Utopia - Zeca Afonso e Grândola