Rota do arroz


  1. Percurso
  2. Descrição
  3. Mapa
  4. Fauna
  5. Flora
  6. Fotografias
  7. Comentários

Percurso

Rota do arroz

Rotas do Litoral Alentejano

Perfil: Flat

Época aconselhada: From October till May

From Praia da Comporta to Praia do Carvalhal, through the lowland, among rice fields.

Ext.: 10.6 km 03:00h Dificuldade: Gráfico da altitude:

481 pessoas gostam deste percurso.

Descrição


Rota do arroz  (10.6 km) 

The walk starts at Comporta Beach. Go south along the lowland. Cross the village of Torre, on the east bank of the lowland, near the ditch of Vala dos Quintais, in front of Torre Beach. Numerous storks have established their nests here, with the complacency of the inhabitants of the village. Continue south.

In the lowland, the monoculture of the rice is intensively developed. Rice is a plant of the grass family, and the third largest cereal crop in the world, only surpassed by corn and wheat. The Asian continent is responsible for 92% of rice produced worldwide, but in the Sado River area rice cultivation has reached a considerable agricultural importance since the introduction of rice in the Iberian Peninsula, with the arrival of the Arabs in the 8th century.

The rice cycle begins in April, with the cleaning and preparation of the fields, followed by sowing. In June, the rice fields are fertilized and then weeded, and harvested in September, followed by threshing. The rice is then dried, and then peeled.

In the lowland, in calm days, one can hear the waves in the beaches hidden by the coastal dune. The birds, changing throughout the year, are a permanent company of strollers. You may hear, in the distance, singing:

From Carvalhal to Comporta,

I'm going by Vala Real.

In search of your eyes,

And there is no sign of them.

Before reaching Brejos da Carregueira zone, pass westwards over the Vala do Juncal (at 38 19 24.75 N, 08 46 38.50 W), the most western ditch of the lowland. Continue south along this ditch, and then southwest to Carvalhal Beach.

Photos: consult all

 

Rota do arroz  (10,6 km)

Prossiga para sul, ao longo da várzea. Atravesse a povoação da Torre, na margem nascente da várzea, junto à Vala dos Quintais, e fronteira à Praia da Torre. Inúmeras cegonhas estabeleceram aqui os seus ninhos, com a complacência dos habitantes da povoação. Continue para sul.

Na várzea desenvolve-se intensamente a monocultura do arroz. O arroz é uma planta da família das gramíneas, e a terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassada pelo milho e trigo. O continente asiático é responsável por 92% do arroz produzido em todo o mundo, mas na zona do rio Sado a cultura do arroz atingiu uma importância agrícola considerável desde a introdução do arroz na Península Ibérica, com a chegada dos árabes no século VIII.

O ciclo do arroz inicia-se em abril, com a limpeza e preparação dos campos, seguindo-se a sementeira. Em junho, os campos de arroz são adubados e depois é feita a monda, procedendo-se em setembro à ceifa, seguida da debulha. O arroz é depois seco, e em seguida descascado.

Na várzea, em dias calmos, pode-se ouvir a rebentação das ondas nas praias, escondidas pela duna costeira. A passarada, que se vai revezando ao longo do ano, é companhia permanente dos passeantes. Poderá ouvir, ao longe, cantar:

     Do Carvalhal à Comporta,

     Vou pela Vala Real

     À procura dos teus olhos,

     Que deles não há sinal.

Antes de chegar à zona dos Brejos da Carregueira, passe para poente da Vala do Juncal (em 38 19 24.75 N, 08 46 38.50 W), a vala mais ocidental da várzea. Continue para sul, ao longo desta vala, e depois para sudoeste em direção à Praia do Carvalhal. 

Fotografias: Consultar Todas

Mapa



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Fauna


As in the Palafítica Route the great highlight in this route are the birds.

The rice paddies are used by countless species of birds that take advantage of the canals and the still waters to hunt the small animals there.

The first bird we can see is the white stork (Ciconia ciconia), and there has been a marked increase in the number of this birds, in Portugal, over the last few years and throughout the year. This recovery is probably due to the combined effect of several factors. On the one hand, the end of a drought period of several decades in its African wintering areas and the proliferation of an exotic invasive species, Louisiana Redfish (Procambarus clarkii), which in various regions of the Iberian Peninsula has become the basis for their diet. This scourge allowed to many hundreds of white storks to reside in Portugal, avoiding migration-related mortality and wintering in sub-Saharan Africa. On the other hand, the conservation efforts directed to this species in the last two decades, namely its strict protection, the environmental sensitivity of the general public regarding this species, and the coordinated effort of the ICNB, the social and economic agents (especially the electricity distribution and transport agents) and non-governmental environmental organizations.

Sometimes black flocks cross the skies, and when looking closely we can see a long and slightly curved beak. Glossy ibis (Plegadis falcinellus) also regularly attends the rice fields between Comporta and Carvalhal.  

From the small herons we have the little egret (Egretta garzetta) and the western cattle egret (Bubulcus ibis). With a larger size we can easily see the grey heron (Ardea cinerea), which flies from its hiding place in the channels as soon as it feels our steps. More difficult to see is the purple heron (Ardea purpurea), with its reddish tones. At the moment, its population is diminishing and for that reason its conservation status is "in danger". 

Between the Passeriformes we can see the carrion crow (Corvus corone), with its distinctive cackling, appearing on the roads or flying. On the rice paddies, or perched on the plants that line the rice paddies, we can find the eurasian skylark (Alauda arvensis), the meadow pipit (Anthus pratensis) and the eurasian penduline tit (Remiz pendulinus).

  Out of sight, but "close" to the ears, we have the iberian water frog (Rana perezi), and in addition to their croaking, it is possible to hear them slosh as they jump into the water on our way.

Tal como na Rota Palafítica o grande destaque neste percurso são as aves.

Os arrozais são utilizados por inúmeras espécies de aves que aproveitam os canais e as águas paradas para se alimentar dos pequenos animais aí existentes.

 

A primeira ave que nos salta à vista é a cegonha-branca (Cicconia cicconia), tendo-se assistido nos últimos anos a um aumento acentuado do número de efectivos que ocorrem no país, ao longo de todo o ano. Esta recuperação deve-se provavelmente ao efeito conjugado de diversos de factores. Por um lado, o fim de um período de seca de várias décadas nas suas áreas de invernada africanas e à proliferação de uma espécie exótica invasora, o Lagostim-vermelho-do-Louisiana (Procambarus clarkii), que na Península Ibéricapassou a constituir a base da sua dieta em várias regiões. Estecrustáceo, permitiu que muitas centenas de cegonha-brancas passassem a residir em Portugal, evitando a mortalidade associada à migração e invernada naÁfrica subsariana. Por outro lado, aos esforços de conservação dirigidos à espécie nas duas últimas décadas, designadamente a sua estrita protecção, à sensibilidade ambiental do público em geral relativamente a esta espécie e ao esforço coordenado doICNB, dos agentes sociais e económicos (com destaque para companhias de distribuição e transporte de electricidade) e dasorganizações não-governamentais de ambiente.

 

Por vezes bandos negros atravessam os céus, e ao se olhar com atenção podemos ver um bico comprido e ligeiramente curvo, a Íbis-preta (Plegadis falcinellus) frequenta também regularmente os arrozais entre a Comporta e o Carvalhal.

 

Das garças pequenas temos a Garça-pequena-branca (Egretta garzetta) e a Garça-boieira (Bubulcus ibis). Com um porte maior podemos avistar fácilmente a Garça-real ou Garça-cinzenta (Ardea cinerea), que levanta voo do seu esconderijo nos canais assim que sentem os nossos passos. Mais dificil de ver temos a Garça-vermelha (Ardea purpurea), com os seus tons avermelhados. Actualmente a sua população encontra-se a diminuir e por isso tem estatuto de conservação "em perigo".

Na categoria dos passeriformes a gralha-preta (Corvus corone) com o seu distintivo plarar aparece pousada nos caminhos ou a voar. Nos pés de arroz ou pousados nas plantas que ladeiam os arrozais vêm-se a laverca (Alauda arvensis), a petidos-dos-prados (Anthus pratensis) e o chapim-de-mascarilha (Remiz pendulinus).

 

 

Fora da vista mas “perto” dos ouvidos temos as rãs-verde (Rana perezi), que além do seu coachar é possível ouvir o seu chapinhar quando saltam para dentro de água à nossa passagem.

 

Flora


Here, the great highlight is the rice fields that surround us for about 10 km of route.

 

  Rice is an essential food for man, and has been part of his diet for many centuries. Rice cultivation is an agricultural activity associated with hot and humid climates and requires specific conditions for its production; the Sado Estuary area presents the conditions conducive to its cultivation.

  Its origin, in Portugal, according to some written reports, was when Muslims penetrated the Iberian Peninsula in the 8th century, bringing new improvements in agriculture and new irrigation techniques. Its adoption by the Arabs was the reason of its expansion to the West of Europe. In Portugal, rice cultivation began to impose itself at the beginning of the 20th century.

  The cultivated rice is an herbaceous plant included in the class Liliopsida, order Poales, family Poaceae, genus Oryza. It is a plant of the grass family which feeds more than half of the human population. It is the third largest cereal crop in the world, only surpassed by corn and wheat. It is an annual grass adapted to the aquatic environment.

  The complete cycle lasts about 5 months. In Portugal it goes from mid-April to September. But, depending on the regions, it can vary a little since, due to the soil conditions, the sowing is not done at the same time. The duration of the cycle also depends on factors such as air temperatures, water temperature, solar radiation level and the duration of days.

  The rice will go through several periods:

- Vegetative period: germination, growth and tillering.

- Reproductive period: beginning of panicle formation or plumbing, rubber, plating or heading, and flowering.

- Grain filling and maturation: grain formation, starch accumulation, and loss of moisture. 

 

 

  At this stage, it’s time to the harvest. Then, the rice is subjected to drying. And later, it is proceeded to the peeling, to obtain white rice.

 

 

 

 

 

 

 

Based in:

Revista abolsamia

Pequena História do Arroz no Concelho de Alcacer do Sal

 

 

Aqui o grande destaque são os arrozais que nos rodeiam durante cerca de 10km.

 

 

 

O arroz é um bem essencial è alimentação do Homem, e faz parte da sua dieta à muitos séculos. A orizicultura é uma actividade agrícola associada a climas quentes e húmidos e necessita de condições especificas para a sua produção e a zona do Estuário do Sado apresenta as condições propicias para o seu cultivo. 

 

A sua origem, segundo poucos relatos escritos, terá sido quando os muçulmanos penetraram na Península Ibérica no séc. VIII trazendo novos aperfeiçoamentos na agricultura e novas técnicas de rega. A sua adopção pelos árabes esteve na origem da sua nova expansão para o Ocidente. Em Portugal, a cultura do arroz começou a impor-se no ínicio do século XX.

 

O arroz cultivado é uma planta herbácea incluída na classe Liliopsida, ordem Poales, família Poaceae, género Oryza. É uma planta da família das gramíneas que alimenta mais da metade da população humana. É a terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassado pelo milho e trigo. É uma gramínea anual adaptada ao ambiente aquático.

 

O ciclo completo dura mais ou menos 5 meses. Em Portugal vai desde meados de Abril até Setembro. Mas dependendo das regiões, pode variar um pouco já que devido às condições dos terrenos a sementeira não é feita na mesma altura. A duração do ciclo depende também de fatores como as temperaturas do ar, a temperatura da água, o nível de radiação solar e a duração dos dias.

 

 

O arroz vai passar por vários período:

 

- Período Vegetativo: germinação, crescimento e afilhamento.

 

- Período Reprodutivo: início de formação da panícula ou encanamento, emborrachamento, espigamento ou encabeçamento, e floração.

 

- Enchimento do grão e maturação: formação do grão, acumulação de amido, e perda de humidade.

 

 

 

 

 

Chegado a esta fase procede-se à ceifa. Depois o arroz é sujeito a secagem. Mais tarde procede-se ao descasque para obter arroz branco.

 

 

 

 

 

 

 

Baseado em:

 

http://www.abolsamia.pt/news.php?article_id=2688

 

Pequena História do Arroz no Concelho de Alcacer do Sal in https://www.academia.edu/16868934/Pequena_Hist%C3%B3ria_do_Arroz_no_Concelho_de_Alc%C3%A1cer_do_Sal

 

Fotografias


Início do Percurso

Praia da Comporta

Fim do Percurso

Praia do Carvalhal

Herdade da Comporta

Passando a vala

Brejos da Carregueira

Novos-velhos habitantes

Saída da Praia da Comporta

Vista sobre Comporta e os Arrozais

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