Rota palafítica


  1. Percurso
  2. Descrição
  3. Mapa
  4. Fauna
  5. Flora
  6. Fotografias
  7. Comentários

Percurso

Rota palafítica

Rotas do Litoral Alentejano

Perfil: Plan

Época aconselhada: From September to May.

From Comporta Beach to Carrasqueira. Plane route, from the coastal dune cord, through the village of Comporta, along the marshland, to the palafitic port of Carrasqueira.

Ext.: 7.6 km 2:00h Dificuldade: Gráfico da altitude:

488 pessoas gostam deste percurso.

Descrição


Rota palafítica (7.6 km)

From Praia da Comporta car park, head east through the pine forest. Continue until you reach the area where the Troia - Comporta road crosses the floodplain. In this area, Vala do Juncal, Vala Real and Vala dos Quintais, which drain the rice fields, end their journey north.

One of the most common riverine formations in Portugal (in addition to alluvial and riparian) is the swollen formations of the banks of the Tagus and Sado rivers, which are rare today because of the transformation of these stalked areas into rice fields. Here, you can see, to the north of the road, these swollen formations, and, to the south, the rice fields in which human action transformed the ancient marshes.

By road, pass the Rice Museum and Comporta Winery, and go, along the old Comportas Street, at left, passing the two pillars that mark the old entrance to the Comporta village.

Pass the former Comporta Bakery, now a bar, in the street, and continue east on Rua D. Afonso Henriques. Turn left at the sign that points to Cambado, along Rua de São Pedro.

Exiting Comporta, you will pass the Chapel of Senhora da Saúde, and then always go north along the macadam road. Some 400 meters ahead, there is a detour on the left that leads to the small (800 meters) Comporta airfield. Follow along this small airfield, by east, and at the end pass through the dwellings to the road that crosses the rice fields in the NE direction.

The rice fields extend north of the road, protected from the salty estuary by a barrier. It is the paradise of the birds, and the 5 km to the tip of the rice paddies are an area to visit for those who want to observe and photograph them. The species vary throughout the year.

Near Carrasqueira, the road runs along the paddy protection barrier. Leave the road and go along the barrier, on the left, to the palafitic port of Carrasqueira. The main walkway of the port extends for 230 meters, with another 50 meters remaining until the final shelter. A little wonder of the human presence, of an amazing beauty.

The route, continuing through the protection barrier of rice fields, ends in the village of Carrasqueira.

 Photographs: See all

Mapa do percurso

 

 

Rota palafítica (7,6 km) 

Do parque de estacionamento da Praia da Comporta, dirija-se para nascente, por entre o pinhal. Progrida até chegar à zona onde a estrada Troia – Comporta atravessa a várzea. Nesta zona, a Vala do Juncal, a Vala Real e a Vala dos Quintais, que drenam o arrozal, terminam o seu trajeto para norte.

Uma das formações ribeirinhas mais comuns em Portugal (além das aluvionares e ripícolas) são as formações paludosas das margens dos rios Tejo e Sado, hoje raras por transformação dessas zonas apaúladas em arrozais. Aqui, pode-se ver, a norte da estrada, essas formações paludosas, e, a sul, os arrozais em que a ação humana transformou os antigos pauis.

Pela estrada, passe pelo Museu do Arroz Adega da Comportasiga pela esquerda, pela antiga Rua das Comportas, e passe os dois pilaretes que demarcam a antiga entrada da povoação da Comporta.

Passe pela antiga Padaria da Comporta, agora um bar, ao fundo da rua, e continue para nascente pela Rua D. Afonso Henriques. Vire à esquerda na placa que assinala a direção de Cambado, pela Rua de São Pedro.

À saída da Comporta, passará a nascente da Capela da Sr.ª da Saúde, e depois siga sempre para norte pela estrada de macadame. Uns 400 metros à frente, há um desvio pela esquerda que leva ao pequeno (800 metros) aeródromo da Comporta. Siga ao longo da pista, por nascente, e, no final, passe pelas habitações até à estrada que atravessa os arrozais na direção NE.

Os campos de arrozais estendem-se para norte da estrada, protegidos do estuário salgado por uma barreira. É o paraíso da passarada, e os 5 km até à ponta dos arrozais são área a percorrer para quem queira observar e fotografar aves. As espécies vão variando ao longo do ano.

Já perto da Carrasqueira, a estrada segue ao longo da barreira de proteção dos arrozais. Deixe a estrada, e vá pela barreira, á esquerda, até ao porto palafítico da Carrasqueira. O passadiço principal prolonga-se por 230 metros, faltando-lhe mais 50 metros até ao abrigo final. Pequena maravilha da presença humana, de uma beleza surpreendente.

O percurso, continuando pela barreira de proteção dos arrozais, termina na povoação da Carrasqueira.

Fotografias: Consultar todas

Mapa



descarregar ficheiro kml

Fauna


 

Este é um percurso dominado principalmente por aves, sendo um ótimo local para observação.

Nas vastas zonas de lamas entre marés existentes nesta área é possível observar espécies como a garça-branca-pequena (Egretta garzetta), a garça-real ou cinzenta (Ardea cinerea), o flamingo (Phoenicopterus roseus), o alfaiate (Recurvirostra avosetta), o borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula), a tarambola-cinzenta (Pluvialis squatarola), o pilrito-comum ou de peito-preto (Calidris alpina), o fuselo (Limosa lapponica) ou a rola-do-mar (Arenaria interpres).

 

 

Grandes bandos de patos podem frequentar as áreas estuarinas e espécies como a marrequinha (Anas crecca), o pato-real (Anas platyrhynchos) ou o pato-colhereiro ou trombeteiro (Anas clypeata) são facilmente observáveis.

 

 

 

Este é um bom local para observar, não só as espécies que habitualmente frequentam os arrozais mas também as que utilizam as zonas entre marés e os caniçais. Nos terrenos agrícolas é possível encontrar a narceja-comum (Gallinago gallinago), o milherango ou maçarico-de-bico-direito (Limosa limosa), o maçarico-bique-bique (Tringa ochropus), o abibe (Vanellus vanellus), o guincho (Larus ridibundus), o tartaranhão-ruivo dos-pauis ou águia-sapeira (Circus aeruginosus), a coruja-do-nabal (Asio flammeus), a gralha-preta (Corvus corone), a laverca (Alauda arvensis), a petinha-dos-prados (Anthus pratensis) e o chapim-de-mascarilha ou de faces-pretas (Remiz pendulinus).

 

 

A partir do dique que circunda esta área é possível observar o estuário, onde abundam o cagarraz ou mergulhão-de-pescoço-preto (Podiceps nigricollis), o flamingo (Phoenicopterus roseus), o pato-colhereiro ou trombeteiro (Anas clypeata), a marrequinha (Anas crecca), o perna-vermelha-comum (Tringa totanus), o pilrito-de-peito-preto (Calidris alpina) e a garça-real ou cinzenta (Ardea cinerea), entre muitas outras espécies.

 

 

Na época de nidificação é possível encontrar nesta zona o pernilongo (Himantopus himantopus), a alvéola-amarela (Motacilla flava), a calhandrinha (Calandrella brachydactyla), o rouxinol-grande-dos-caniços (Acrocephalus arundinaceus), a andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) e o barulhento trigueirão (Emberiza calandra).

 

 

 

 

 

 

In:

http://www.icnf.pt/portal/turnatur/visit-ap/rn/rnes/p-carrasq

Flora


Neste percurso podemos encontrar 3 tipos distintos de vegetação: vegetação dunar, desde a praia da Comporta até à estrada principal; terrenos agrícolas, com ênfase nos arrozais, desde a Comporta até à Carrasqueira; e sapal.

 

No cordão dunar que se atravessa desde a praia da Comporta até ao Museu do Arroz, é constituído por vegetação dunar terciária, com pinheiros (Pinus pinaster e Pinus pinea), camarinha (Corema album), zimbro (Juniperus communis), tomilho carnudo (Thymus carnosus), o tojo (Stauracanthus genistoides), o saganho-mouro (Cistus salvifolius), entre outros.

 

 

 

Assim que chegamos ao ponto mais alto do cordão dunar, ao longe podem ver-se os extensos arrozais. O arroz cultivado é uma planta herbácea incluída na classe Liliopsida (Monocotiledônea), ordem Poales, família Poaceae, gênero Oryza. É uma planta da família das gramíneas que alimenta mais da metade da população humana. É a terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassado pelo milho e trigo.

 

 

 

Deixando nas costas a duna e o ambiente de praia, vemo-nos rodeados por campos de arroz imensos, que se mantém pelo restante caminho. Porém ao se olhar com atenção poderemos notar algumas plantas de sapal, uma vez que o rio Sado se encontra logo ali ao lado. Aqui podemos encontrar plantas como limónio-comum (Limonium vulgare), estorno (Ammophila arenaria), bocas-de-lobo (Antirrhinum cirrhigerum) e salgadeira (Atriplex halimus).

 

Fotografias


Início do Percurso

Praia da Comporta

Fim do Percurso

Carrasqueira

Pelos arrozais

Canais de irrigação

Carrasqueira

Barco no sapal

Comentários


Adicionar comentário: (o seu comentário será publicado após aprovação.)

Nome:
Comentário:


Rota palafítica